Cidadãos contestam “arrogância” do governo na respostas às reclamações

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Cidadãos contestam “arrogância” do governo na respostas às reclamações das péssimas condições nos centros de quarentena e internamento de COVID-19.

Falando em conferência de imprensa, nesta quarta feira, 15 de julho, o coordenador da comissão multissetorial angolana  de combate à COVID-19, general Pedro Sebastião, admitiu que os centros de quarentena “não têm condições extraordinárias”, destacando que os referidos espaços não podem ser classificados como um hotéis.

O ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, respondia a perguntas dos jornalistas sobre a falta de condições dos estabelecimentos públicos onde a quarentena institucional é cumprida, nomeadamente o Calumbo e os hospitais de campanha, afirmou que nenhum país “estava preparado para aquilo que assistimos nos últimos tempos”.

Acrescentou que “apesar disso, foram feitos esforços visíveis” desde a altura em que a pandemia se iniciou e que se atingiu “mais ou menos, com alguma dificuldade aqui e acolá, a estabilidade necessária para fazer aquilo que nos propusemos”.

“É evidente que não temos aí condições extraordinárias que poderíamos classificar como um hotel ou coisa parecida. É um centro hospitalar com as valências que todos nós conhecemos, cumprindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde”, disse o responsável

Para Pedro Sebastião têm sido também feitos “lamentavelmente” aproveitamentos políticos e “há gente que apostou em transmitir aquilo que não corresponde efectivamente a realidade”, elogiando o trabalho que o governo tem feito nos hospitais.

“Por isso, não é verdade aquilo que por vezes vai aparecendo nas redes sociais relativamente a estes estabelecimentos hospitalares. Existem dificuldade sim, mas não são aquelas que são apontadas e com a dimensão que se pretende transmitir”, enfatizou, garantindo que “os hospitais recomendam-se”.

O ministro afirmou que “é evidente” que nem todos os cidadãos querem cumprir quarentena institucional nos centros públicos, mas indicou que há possibilidade de fazer a quarentena institucional num hotel indicado pela comissão, havendo casos excepcionais de quarentena domiciliar como os diplomatas ou pessoas com problemas de saúde.

Ao Confidence News, alguns cidadãos consideraram arrogante a fala do coordenador da comissão multissetorial de combate à COVID-19, a quem acusaram de minimizar o sofrimento dos internados e de tentar politizar o assunto.

C/Angola24horas

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