Economia

  • Sonangol anuncia perfuração bem-sucedida do poço PAC 416 no Bloco 3/05

    A Sonangol Exploração e Produção, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e os parceiros do Grupo Empreiteiro do Bloco 3/05 anunciaram a conclusão, com sucesso e em segurança, das operações de perfuração do poço PAC 416, localizado no campo Pacassa, na Bacia do Baixo Congo.

    Segundo um comunicado divulgado pela Sonangol, o poço foi perfurado no compartimento sudoeste do campo Pacassa, com o objectivo de avaliar e desenvolver o potencial petrolífero da área.

    O PAC 416 atingiu uma profundidade medida total de 5.381 metros e uma profundidade vertical de 3.600 metros. Durante a perfuração, foram atravessados dois intervalos produtivos nos reservatórios Pacassa e Búfalo, considerados com características favoráveis à produção de hidrocarbonetos.

    Os resultados obtidos confirmaram uma coluna líquida de petróleo de aproximadamente 100 metros, em reservatórios classificados como de boa qualidade, reforçando as perspectivas de aumento da capacidade produtiva do campo Pacassa.

    A Sonangol considera que a conclusão do poço representa um marco importante no programa de redesenvolvimento do Bloco 3/05, destinado a prolongar a vida produtiva dos activos e elevar os níveis de produção.

    No âmbito do programa de incremento sustentável da produção operada, estão previstas ainda três novas perfurações ao longo de 2026, com vista a aproveitar o potencial petrolífero existente no Bloco 3/05 e contribuir para o aumento da produção nacional de petróleo.

    O Grupo Empreiteiro do Bloco 3/05 é liderado pela Sonangol E&P, operadora com uma participação de 36%. Integram ainda o consórcio a Afentra, com 30%, a Maurel & Prom, com 20%, a Etu Energias, com 10%, e a NIS-Naftgas, com 4%.

Sociedade

  • João Lourenço anuncia contribuição financeira para campanha da OAFLAD

    Chefe de Estado defendeu maior participação das mulheres nos processos de paz, no desenvolvimento sustentável e no combate aos efeitos das alterações climáticas.

    O Presidente da República, João Lourenço, anunciou que Angola vai conceder uma contribuição financeira para apoiar a campanha da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), destinada a reforçar a resiliência das mulheres e raparigas perante as alterações climáticas e os conflitos.

    O anúncio foi feito na cerimónia de abertura da Gala da OAFLAD e de lançamento da campanha “Construindo Resiliência”.

    Sem revelar o montante, João Lourenço informou que o valor já foi comunicado à presidência da organização e será aplicado na execução das iniciativas e actividades previstas no âmbito da campanha. Angola associa-se, assim, aos esforços colectivos de mobilização de recursos para promover a protecção, o empoderamento e a capacidade de resposta das mulheres e raparigas africanas.

    No seu discurso, o Chefe de Estado destacou o trabalho desenvolvido pela OAFLAD na promoção da igualdade do género, no empoderamento das mulheres e jovens e na melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis.

    Segundo João Lourenço, a organização tem contribuído, nas últimas duas décadas, para a construção de uma África mais justa, inclusiva, sustentável e resiliente, criando condições para uma participação mais activa das mulheres no desenvolvimento das comunidades.

    O Presidente angolano defendeu igualmente uma maior inclusão das mulheres nos processos de prevenção e resolução de conflitos. Considerou que a construção de uma paz sustentável e de uma segurança efectiva em África depende da sua participação plena e significativa em todas as fases dos processos de paz.

    João Lourenço relacionou ainda o empoderamento feminino com a segurança alimentar, lembrando que as mulheres africanas desempenham um papel central na agricultura familiar, na produção de alimentos e na sustentabilidade das comunidades.

    Neste sentido, apelou à criação de melhores condições para as mulheres do meio rural e agricultoras, nomeadamente através do acesso aos recursos produtivos, formação, inovação tecnológica, financiamento e políticas eficazes de adaptação climática.

    “Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação e de resiliência das comunidades”, afirmou.

    O Presidente da República sustentou que apenas num ambiente de paz, estabilidade e cooperação será possível garantir que mulheres e homens enfrentem, em igualdade de condições, desafios como as alterações climáticas.

    Acrescentou que a OAFLAD deve ser considerada parceira dos governos africanos na luta contra a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce.

    João Lourenço convidou também as mulheres africanas a participarem de forma expressiva no 4.º Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência — Bienal de Luanda — previsto para Outubro.

Opinião