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Economia
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Dez toneladas de fertilizantes destinados à agricultura desaparecem no Porto do Lobito
Dez toneladas de fertilizantes importados para apoiar a produção agrícola foram dadas como desaparecidas no Porto do Lobito, província de Benguela. O caso levou à detenção de dois cidadãos, de 42 e 48 anos, suspeitos de envolvimento no alegado desvio da mercadoria.
Segundo o comandante municipal do Lobito da Polícia Nacional, superintendente-chefe Gilson Frederico Jerónimo Pedro, o caso foi denunciado por um funcionário da empresa responsável pela descarga dos fertilizantes, depois de detectar a falta do produto no manifesto da mercadoria.
Na sequência da denúncia, a Polícia iniciou diligências que levaram à detenção do motorista do camião que estaria a transportar os fertilizantes. As investigações permitiram igualmente deter um segundo cidadão, de 42 anos, apontado pelas autoridades como o alegado mentor do esquema.
De acordo com o responsável policial, os primeiros elementos da investigação indicavam que a mercadoria poderia ter sido encaminhada para o bairro do Vimbalambi, no município da Catumbela. No entanto, os investigadores não encontraram o camião no local indicado.
Após a intervenção do Ministério Público, foram emitidos, no dia 11 de Outubro, mandados de detenção, busca e revista, que permitiram apreender o camião alegadamente utilizado no transporte dos fertilizantes.
O comandante municipal admitiu a possibilidade de envolvimento de outros cidadãos no caso e garantiu que as investigações prosseguem para identificar e localizar os restantes suspeitos.
O responsável acrescentou que o inquérito ainda não permitiu identificar todos os presumíveis envolvidos. Segundo explicou, o cidadão apontado como alegado mentor do desvio não tem colaborado com as autoridades na identificação dos outros suspeitos.
Neste momento, o camião e os fertilizantes encontram-se apreendidos e servem como elementos de prova no processo. O motorista terá recebido um milhão e 50 mil kwanzas pelo seu alegado envolvimento no transporte da mercadoria.
Os dois cidadãos detidos e os meios apreendidos foram apresentados ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes.
Fonte: Correio da Kianda
Sociedade
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ENSA reúne pela primeira vez oito vencedores do prémio ENSA Arte numa exposição colectiva em Luanda
Os oito artistas vencedores da XVIII edição do prémio ENSA Arte estão reunidos, pela primeira vez, numa exposição colectiva de obras inéditas, patente ao público até 16 de Outubro, no Instituto Guimarães Rosa do Centro Cultural Brasil-Angola, em Luanda.
A iniciativa, promovida pela ENSA – Seguros de Angola, reúne 19 obras de diferentes expressões artísticas, incluindo 13 pinturas, três esculturas, duas fotografias e uma vídeo-performance.
De acordo com um comunicado divulgado pela seguradora, a exposição constitui uma iniciativa inédita na história do prémio ENSA Arte, criado há mais de três décadas.
Pela primeira vez, os vencedores de uma mesma edição do concurso apresentam conjuntamente novas obras, desenvolvidas após a distinção recebida.
A mostra procura dar continuidade ao trabalho artístico dos premiados, proporcionando um espaço de diálogo entre diferentes linguagens e perspectivas da arte contemporânea angolana.
O projecto resulta da iniciativa dos oito artistas distinguidos na XVIII edição, que decidiram prolongar as suas pesquisas individuais através de uma experiência colectiva.
Embora cada participante mantenha a sua identidade artística, a exposição procura estabelecer relações entre pintura, escultura, fotografia e performance, explorando diferentes formas de representar a realidade angolana e universal.
A iniciativa conta com a parceria da Embaixada de França, da Alliance Française de Luanda e da Embaixada do Brasil.
ENSA reafirma apoio à produção artística
O presidente da Comissão Executiva da ENSA, Mário Mota Lemos, considera que a exposição demonstra a diversidade e a capacidade de renovação da produção artística nacional.
“Se o ENSA Arte é o selo da qualidade, esta exposição colectiva é a prova de que a arte angolana pulsa e avança em diferentes direcções, mas converge na mesma busca por transcendência”, afirmou.
O responsável reiterou o compromisso da seguradora com a valorização dos artistas angolanos e com a promoção de iniciativas que contribuam para a divulgação da produção cultural nacional.
Segundo a organização, a proposta curatorial privilegia a diversidade de estilos e técnicas, procurando preservar as particularidades de cada artista, em vez de estabelecer uma linguagem estética uniforme.
A exposição representa, assim, uma oportunidade para o público conhecer novos trabalhos dos vencedores do prémio e acompanhar a evolução das suas trajectórias artísticas após o reconhecimento obtido no concurso.
A mostra está aberta ao público até 16 de Outubro, no Instituto Guimarães Rosa, em Luanda.
Opinião
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