Economia

  • Sonangol eleita Melhor Empresa Pública de 2025

    A Sonangol foi distinguida com os prémios de Melhor Empresa Pública de 2025 e de Transparência e ESG, durante o Encontro Anual do Sector Empresarial Público (E-SEP), realizado na terça-feira, 28 de Julho de 2026, em Luanda.

    Promovido pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), o encontro decorreu sob o lema “O SEP como alavanca de desenvolvimento económico e sustentabilidade das finanças públicas” e reuniu decisores, gestores e especialistas para a discussão de soluções e estratégias destinadas ao fortalecimento do Sector Empresarial Público.

    As distinções atribuídas à petrolífera nacional tiveram em conta critérios como desempenho, eficiência, inovação e qualidade dos serviços prestados.

    Os prémios foram recebidos pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Gaspar Martins, que agradeceu o reconhecimento e destacou a importância da iniciativa para a melhoria contínua das empresas públicas.

    “É uma iniciativa saudável, uma concorrência positiva. Desta forma, o Sector Empresarial Público vai melhorar com o tempo”, afirmou o responsável.

    A dupla distinção reforça o papel estratégico da Sonangol no desenvolvimento económico e social de Angola, reconhecendo igualmente o seu desempenho ao nível da gestão, da transparência, da sustentabilidade e da adopção de boas práticas de governação.

Sociedade

  • João Lourenço anuncia contribuição financeira para campanha da OAFLAD

    Chefe de Estado defendeu maior participação das mulheres nos processos de paz, no desenvolvimento sustentável e no combate aos efeitos das alterações climáticas.

    O Presidente da República, João Lourenço, anunciou que Angola vai conceder uma contribuição financeira para apoiar a campanha da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), destinada a reforçar a resiliência das mulheres e raparigas perante as alterações climáticas e os conflitos.

    O anúncio foi feito na cerimónia de abertura da Gala da OAFLAD e de lançamento da campanha “Construindo Resiliência”.

    Sem revelar o montante, João Lourenço informou que o valor já foi comunicado à presidência da organização e será aplicado na execução das iniciativas e actividades previstas no âmbito da campanha. Angola associa-se, assim, aos esforços colectivos de mobilização de recursos para promover a protecção, o empoderamento e a capacidade de resposta das mulheres e raparigas africanas.

    No seu discurso, o Chefe de Estado destacou o trabalho desenvolvido pela OAFLAD na promoção da igualdade do género, no empoderamento das mulheres e jovens e na melhoria das condições de vida das comunidades mais vulneráveis.

    Segundo João Lourenço, a organização tem contribuído, nas últimas duas décadas, para a construção de uma África mais justa, inclusiva, sustentável e resiliente, criando condições para uma participação mais activa das mulheres no desenvolvimento das comunidades.

    O Presidente angolano defendeu igualmente uma maior inclusão das mulheres nos processos de prevenção e resolução de conflitos. Considerou que a construção de uma paz sustentável e de uma segurança efectiva em África depende da sua participação plena e significativa em todas as fases dos processos de paz.

    João Lourenço relacionou ainda o empoderamento feminino com a segurança alimentar, lembrando que as mulheres africanas desempenham um papel central na agricultura familiar, na produção de alimentos e na sustentabilidade das comunidades.

    Neste sentido, apelou à criação de melhores condições para as mulheres do meio rural e agricultoras, nomeadamente através do acesso aos recursos produtivos, formação, inovação tecnológica, financiamento e políticas eficazes de adaptação climática.

    “Investir na mulher é reconhecer o seu papel como agente de transformação e de resiliência das comunidades”, afirmou.

    O Presidente da República sustentou que apenas num ambiente de paz, estabilidade e cooperação será possível garantir que mulheres e homens enfrentem, em igualdade de condições, desafios como as alterações climáticas.

    Acrescentou que a OAFLAD deve ser considerada parceira dos governos africanos na luta contra a pobreza, o analfabetismo, o abandono escolar e a gravidez precoce.

    João Lourenço convidou também as mulheres africanas a participarem de forma expressiva no 4.º Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência — Bienal de Luanda — previsto para Outubro.

Opinião