Economia

  • OMATAPALO leva Fazenda Mumba à primeira Expo Cubango

    Arrancou esta quinta-feira, em Menongue, a primeira edição da Expo Cubango, que decorre até domingo no Campo da Banca e reúne mais de uma centena de empresas de vários sectores. Entre os participantes está o Grupo OMATAPALO, que leva à feira a Fazenda Mumba, o seu projecto agropecuário.

    Realizada sob o lema “Expo Cubango — O Encontro da Inovação, do Investimento e do Desenvolvimento Sustentável”, a feira combina exposição de produtos e serviços com workshops, conferências e uma Feira do Gado, num formato que procura articular negócios e partilha de conhecimento técnico.

    A Fazenda Mumba ocupa o centro da presença do grupo. Segundo os dados apresentados pela empresa, a unidade conta com um efectivo de 8.000 cabeças de gado bovino, produção integrada de cereais numa área superior a 1.000 hectares e 500 hectares dedicados à fruticultura.

    “Estes investimentos reflectem a visão do Grupo OMATAPALO de contribuir para o reforço da capacidade produtiva de Angola, para a redução da dependência de produtos importados e para a promoção de um sector agropecuário capaz de gerar emprego, dinamizar cadeias de fornecimento e apoiar o desenvolvimento das comunidades”, afirmou Edmar Manuel, porta-voz do grupo.

    A empresa destaca ainda a componente social da operação, através do Projecto Merenda Escolar, no âmbito do qual a Fazenda Mumba distribui anualmente mais de 150.000 refeições às comunidades da região.

    A participação insere-se na estratégia do grupo de valorização da produção nacional e de diversificação económica, num momento em que o alargamento da produção agropecuária interna continua a ser apontado como via para reduzir o peso das importações alimentares.

    A Expo Cubango encerra a 13 de Setembro.

Sociedade

  • Miguel Barros celebra 40 anos de carreira com exposição “AZULTEJO” em Lisboa

    O artista plástico Miguel Barros, de nacionalidades portuguesa, angolana e canadiana, assinala 40 anos de carreira com a exposição “AZULTEJO”, que será inaugurada no dia 15 de setembro, em Lisboa. A mostra reúne 29 obras e marca o regresso artístico do pintor à cidade onde iniciou o seu percurso há quatro décadas.

    A exposição estará patente até 29 de setembro no MAC – Movimento Arte Contemporânea e apresenta trabalhos inspirados em Lisboa, explorando elementos como o rio Tejo, os azulejos, as fachadas, ruas, escadarias e miradouros da capital portuguesa. O azul assume um papel central na composição das obras e na representação das memórias do artista.

    Miguel Barros vive fora de Portugal há quase duas décadas. Parte desse percurso foi feita em Angola, país onde desenvolveu uma relação artística com as paisagens, pessoas, sons e referências culturais africanas. Em 2014, deixou Angola e estabeleceu-se em Calgary, no Canadá, onde reside actualmente.

    A distância de Lisboa tornou-se uma das referências da nova exposição. Em “AZULTEJO”, o artista recupera imagens e sensações da cidade a partir da memória, estabelecendo uma relação entre o azul dos azulejos, do céu e do Tejo. As pinturas apresentam, assim, uma Lisboa reconstruída a partir das recordações acumuladas ao longo dos anos vividos no estrangeiro.

    Nascido em Lisboa, em 1962, Miguel Barros é licenciado em Arquitectura e Design pelo IADE Lisboa e dedica-se à pintura desde 1984. A sua trajectória artística passou por três continentes — Europa, África e América do Norte — e a sua obra encontra-se representada em colecções públicas e privadas de vários países.

    Entre os mercados e países onde existem trabalhos do artista estão Portugal, Angola, Espanha, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Suíça, Noruega, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Índia, Líbano, Moçambique, Austrália, Suécia, África do Sul, Japão e Sri Lanka.

    A exposição “AZULTEJO” poderá ser visitada entre 15 e 29 de setembro, no MAC – Movimento Arte Contemporânea, em Lisboa.

Opinião