Economia

  • Governo leva pesada comitiva a Londres para atrair investimento, mas empresários ficam em minoria

    O Governo angolano transformou a passagem pela Bolsa de Valores de Londres num verdadeiro espectáculo de imagem, com discursos, fotografias, cerimónia de abertura do mercado e uma numerosa delegação oficial. Mas as próprias imagens divulgadas pelo Ministério das Finanças levantam uma questão difícil de ignorar: há mais governantes, dirigentes públicos e representantes de instituições angolanas em destaque do que empresários, enquanto os investidores estrangeiros que deveriam ser o principal alvo do chamado Angola Day praticamente não apareceram.

    A iniciativa foi apresentada como uma grande ofensiva para atrair capital internacional, promover privatizações, infra-estruturas e oportunidades de investimento. Porém, até ao momento, a fotografia parece ter chegado antes do investimento. Ficaram as poses na London Stock Exchange, os apertos de mão e a imagem de prestígio — muita pompa e pouca circunstância para um país que precisa de investimento real, emprego e entrada efectiva de capital.

    O episódio, porém, está longe de ser uma excepção. Tornou-se quase um padrão nas missões de chamada “diplomacia económica”, incluindo deslocações presidenciais: as comitivas são frequentemente carregadas de ministros, governantes e altos dirigentes, enquanto os empresários propriamente ditos acabam em minoria.

    Num país onde a proximidade entre poder político e interesses empresariais é recorrentemente discutida, essa composição torna ainda mais difícil perceber onde termina a representação do Estado e começa a verdadeira missão empresarial. Por isso, a pergunta mantém-se: quanto custou levar esta pesada máquina governamental a Londres e qual foi o retorno concreto para o país?

    Se, no final, o principal resultado forem fotografias de governantes e empresários angolanos a celebrar entre si no coração financeiro britânico, o “Angola Day” corre o risco de ser recordado menos como uma operação de captação de investimento e mais como um caro desfile institucional montado para aparecer.

Sociedade

  • Grupo OMATAPALO inaugura nova escola primária no Bairro São João Vilinga, no Huambo

    O Bairro São João Vilinga, na província do Huambo, passou a contar, a partir do dia 1 de Setembro, com uma nova infra-estrutura de ensino. A Escola Primária n.º 2149 foi inaugurada pela Ministra da Educação, Érika de Carvalho, tratando-se de um estabelecimento construído e equipado pelo Grupo OMATAPALO, no âmbito do seu programa de Responsabilidade Social, em parceria com a DAR Angola.

    A cerimónia de inauguração contou ainda com a presença do Governador da província do Huambo, Pereira Alfredo, e assinalou a entrada em funcionamento de um espaço com capacidade para acolher mais de mil alunos, distribuídos por dois turnos.

    Pensada para garantir melhores condições de aprendizagem, a nova escola está equipada com 12 salas de aula, sala de informática, biblioteca, área administrativa e quadra polidesportiva, disponibilizando aos alunos um ambiente adequado à sua formação.

    Para o Grupo OMATAPALO, a construção e o apetrechamento da escola representam mais um passo no compromisso de contribuir para o desenvolvimento das comunidades e para a criação de melhores oportunidades através da educação. “Mais do que construir uma escola, estamos a contribuir para criar oportunidades e abrir caminhos para o futuro de centenas de crianças. Sabemos que uma educação de qualidade começa também por garantir espaços dignos, seguros e adequados à aprendizagem. É essa a responsabilidade que assumimos enquanto Grupo: transformar o nosso compromisso social em iniciativas concretas, capazes de gerar um impacto positivo e contribuir para o desenvolvimento das comunidades”, destacou Edmar Manuel, Assessor da Administração do Grupo OMATAPALO.

    A aposta na educação constitui uma das prioridades da estratégia de Responsabilidade Social do Grupo OMATAPALO, alinhada com o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 — Educação de Qualidade, que promove o acesso a uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade.

Opinião