A empresa MCA assinou dois protocolos de cooperação com o Ministério da Educação, a Universidade Agostinho Neto (UAN) e o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) para a construção de duas escolas sustentáveis nos municípios do Luau e do Cazombo, na província do Moxico Leste. As infra-estruturas terão um total de 19 salas de aula e capacidade anunciada para acolher até 1.520 alunos por dia.
A iniciativa integra o programa de responsabilidade social da MCA e pretende alargar os benefícios dos investimentos em electrificação realizados pela empresa na região, associando a construção de estabelecimentos de ensino à formação profissional de jovens e ao aproveitamento de recursos locais.
Segundo um comunicado divulgado pela empresa, a escola do Luau terá 12 salas de aula, enquanto a unidade prevista para o Cazombo contará com sete salas. Os estabelecimentos funcionarão em dois turnos diários.
Um dos aspectos centrais do projecto é a utilização de energia renovável. A electricidade necessária ao funcionamento das escolas será fornecida pelos parques fotovoltaicos desenvolvidos pela MCA na região, permitindo a utilização dos espaços para actividades educativas e formação profissional para além do horário habitual.
As infra-estruturas serão construídas com recurso predominante à argila, matéria-prima disponível localmente, e ao reaproveitamento de madeira proveniente das paletes utilizadas no transporte de painéis solares.
O mobiliário escolar também será produzido a partir de materiais reutilizados, através do projecto denominado Re-cycle, desenvolvido nas carpintarias da MCA.
A produção deste mobiliário envolverá jovens das comunidades locais, que terão acesso a formação profissional e certificação pelo INEFOP.
Comunidades locais serão envolvidas na construção
O projecto prevê igualmente a participação de pais, familiares dos futuros alunos e outros membros das comunidades na construção dos estabelecimentos, através de programas de formação em contexto real de trabalho.
O INEFOP ficará responsável pela identificação e selecção dos participantes, pela formação e certificação profissional, bem como pelo acompanhamento técnico das actividades.
No final da formação, os participantes deverão receber diplomas e ser inscritos na base de dados do instituto como candidatos a oportunidades de emprego nas respectivas áreas de qualificação.
A Universidade Agostinho Neto, através do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia, será responsável pela concepção dos projectos arquitectónicos e do mobiliário escolar, além do acompanhamento técnico das obras.
Ao Ministério da Educação caberá assegurar a disponibilização dos terrenos, as licenças e aprovações necessárias, assim como o futuro funcionamento e manutenção das escolas, incluindo a colocação de professores e outros profissionais.
A presidente do Conselho de Administração da MCA Angola, Elisabete Alves, considera que o projecto pretende produzir benefícios que ultrapassem a construção das infra-estruturas escolares.
“Queremos deixar escolas, mas queremos também deixar conhecimento, competências e confiança nas comunidades, para que este impacto continue muito para além da conclusão das obras”, afirmou a responsável.
A construção das duas escolas constitui a primeira iniciativa deste género da MCA nos territórios onde desenvolve projectos de electrificação em Angola.




