O jurista e antigo governante Carlos Feijó deu um claro sinal de que está disponível para ser o número um da lista do MPLA às eleições gerais de agosto de 2027 e, assim, tornar-se o sucessor de João Lourenço na Presidência da República, caso o partido vença o escrutínio, avança o Jornal de Negócios.
Segundo o jornal, o discurso que Carlos Feijó proferiu no Cunene, no encerramento da conferência provincial do partido, é um sinal de que pretende ocupar um lugar na primeira fila dos que vão decidir o futuro do MPLA e escolher quem será o sucessor de João Lourenço.
A disponibilidade de Feijó surge numa altura em que a corrida à sucessão ganha força. João Lourenço confirmou publicamente que vai deixar o poder em 2027, uma vez que, por imperativo constitucional, não poderá recandidatar-se, e defendeu a necessidade urgente de o partido escolher um novo candidato à altura dos desafios do País.
O MPLA ainda não escolheu oficialmente o seu candidato presidencial. Entre os nomes apontados como possíveis sucessores figuram Virgílio de Fontes Pereira, Álvaro de Boavida Neto e o próprio Carlos Feijó, além de outros dirigentes e antigos quadros do partido. O processo não tem sido pacífico: o general Higino Carneiro, que se apresentou como candidato à liderança do partido, foi constituído arguido num processo judicial, e o porta-voz do MPLA, Esteves Hilário, sublinhou que caberá ao Comité Central definir quem reúne condições para ser candidato.
Carlos Feijó, professor de Direito, foi Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República durante a governação de José Eduardo dos Santos, sendo considerado uma das figuras mais influentes da elite jurídica e política angolana.
O próximo momento decisivo será o congresso do MPLA, previsto para Dezembro. Do lado da oposição, Adalberto Costa Júnior, presidente da UNITA, já anunciou que será candidato às presidenciais de 2027.
Fonte: Negócios




