João Lourenço defende solução pacífica e implementação de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano

O Presidente da República de Angola e Presidente em Exercício da União Africana (UA), João Lourenço, apelou hoje à comunidade internacional para reforçar os esforços em prol da solução pacífica do conflito israelo-palestiniano, defendendo a implementação efetiva do princípio de dois Estados.

Falando na Conferência Internacional de Alto Nível para a Solução Pacífica da Questão da Palestina, realizada em Nova Iorque, o chefe de Estado angolano afirmou que “a guerra em Gaza não terá fim através do recurso às armas, por mais sofisticadas que sejam”, sublinhando que apenas o diálogo poderá conduzir a uma paz definitiva. Reiterou ainda a posição da UA de que Jerusalém Oriental deve ser a capital do futuro Estado da Palestina.

Lourenço manifestou preocupação com a crise humanitária na Faixa de Gaza, onde milhares de civis vivem em condições sub-humanas. Condenou os ataques do Hamas contra Israel, exigindo a libertação imediata e incondicional dos reféns, mas também criticou a resposta “desproporcional” de Israel contra a população palestiniana, jornalistas, profissionais de saúde e trabalhadores humanitários. “Condenamos igualmente a instrumentalização da ajuda humanitária como arma de guerra”, declarou.

Recordando que Angola reconheceu formalmente o Estado da Palestina em 1988, o Presidente considerou encorajador o facto de vários países-membros da ONU terem seguido recentemente a mesma decisão. Para Lourenço, esse gesto representa “um passo decisivo para a criação do Estado da Palestina, que coexistirá em paz e cooperação com o vizinho Estado de Israel”, contribuindo assim para a estabilidade do Médio Oriente e para a segurança global.

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