O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou oficialmente a 17ª edição da Cimeira Empresarial Estados Unidos–África (U.S.-Africa Business Summit), destacando o potencial do continente africano como motor do crescimento global e apelando a uma nova era de parcerias estratégicas com vantagens recíprocas.
Diante de chefes de Estado, representantes de governos, líderes empresariais e membros da sociedade civil, Lourenço defendeu uma relação económica entre África e os EUA assente no investimento privado e na inovação, em detrimento da tradicional lógica de assistência.
“Precisamos substituir a lógica da ajuda pela lógica da ambição e do investimento privado. África está pronta”, declarou o Chefe de Estado angolano.
Lourenço sublinhou o momento de transformação que África vive, com reformas estruturais e esforços de integração regional. Citou o crescimento consistente da economia angolana, com destaque para os 3,5% de aumento do PIB no primeiro trimestre de 2025, como exemplo de um dinamismo mais amplo no continente.
Entre os sectores destacados como prioritários para investimento estão as energias renováveis, a agroindústria, os minerais estratégicos, as infra-estruturas logísticas e a transformação digital — áreas em que, segundo o Presidente, o continente oferece vantagens competitivas e uma juventude criativa e empreendedora.
“Queremos parcerias que respeitem a soberania dos nossos países, que valorizem o conteúdo local e promovam a transferência de conhecimento”, reforçou Lourenço.
O Presidente destacou ainda iniciativas estruturantes, como o Corredor do Lobito, que ligará o oceano Atlântico ao Índico por via ferroviária, como parte de um esforço para transformar o panorama económico africano e fortalecer o comércio intra e intercontinental.
Lourenço apelou ao setor empresarial norte-americano a diversificar o seu interesse no continente, indo além da extração de recursos e petróleo, e investindo em sectores como siderurgia, agropecuária, indústria automóvel e turismo.
A cimeira, que decorre em Luanda até 25 de Junho, reúne mais de mil participantes, incluindo decisores políticos, investidores e organizações internacionais, e é vista como um ponto de viragem nas relações económicas entre os Estados Unidos e África.
“Se unirmos forças, juntos temos a chave para enfrentar as crises alimentares e energéticas que afetam a economia mundial”, concluiu Lourenço, antes de declarar aberta a cimeira.






