Angola despertou nesta segunda-feira, 11 de Agosto, com uma tranquilidade aparente, mas sob forte presença policial e militar, devido ao alerta das autoridades face a uma alegada tentativa de paralisação dos taxistas, em protesto contra o novo tarifário dos combustíveis.
A polícia já justificou a presença nas ruas e avisa que não vai tolerar qualquer tentativa que altere a ordem e a tranquilidade públicas, no dia que o Conselho da República está reunido para avaliar a situação de segurança em Angola.
Algumas ruas da capital angolana encontram-se isoladas, paragens de transportes sem passageiros e um ou outro estabelecimento comercial aberto, tendo em conta ameaça de uma possível nova greve dos taxistas.
Fernando Moisés, o taxista, de 33 anos, que saía do Camama para a zona da Cuca, no município do Cazenga, diz que, comparativamente com outros dias, hoje as paragens estão muito vazias e confirma a presença de vários polícias nas ruas.
“A via está calma, só que o problema [é que] não há passageiros na via. O trajecto daqui para o projecto : a estrada está estável, tem muita polícia. Pelo menos, no lado do Golfo 2 está cheio de polícia”, explicou.
Já Moura António revela que os serviços de táxi na zona da vila de Viana estão decorrer sem nenhum sobressalto.
“Aqui no perímetro da vila o ambiente está normal. E se a gente continuar assim, vamos trabalhar numa boa. Vamos carregar normalmente o passageiro, está fluído. E queremos que o dia continue assim até mais tarde”, admitiu taxista.
Em conferência de imprensa neste domingo, 10 de Agosto, o porta-voz da Polícia Nacional, Mateus Rodrigues, garantiu que a situação de segurança pública no país, até agora, é estável, alertando que não serão permitidos actos que coloquem em risco a ordem pública.
“A situação de segurança no país é estável, não tendo sido registadas nos últimos dias situações que condicionem o normal funcionamento das instituições, a livre circulação de pessoas e bens e que os cidadãos podem levar a sua vida normal. Finalmente, a Polícia Nacional de Angola alerta que toda e qualquer tentativa de alteração da ordem e tranquilidade públicas merecerão uma resposta pronta e adequada das forças e defesa de segurança do país em função do grau de ameaça que vir a representar”, relatou Mateus Rodrigues.
A Polícia Nacional da Angola também avisou que tem acompanhado com atenção a produção, publicação, republicação e disseminação de informações nas redes sociais, na sua grande maioria falsas, caluniosas e até criminosas, com o único objectivo de espalhar o medo, a insegurança e a instabilidade social no país.
Fonte: RFi






