As empresas de transporte Macon e Huambo Express retomaram os seus serviços rodoviários em Luanda, após uma paralisação forçada na sequência dos violentos protestos iniciados na última segunda-feira em reação à subida do preço dos combustíveis, convocados pela associação ANATA.
Os protestos começaram quando taxistas declararam uma greve de três dias em resposta ao aumento de cerca de 33% no preço do diesel, que passou de 300 para 400 kwanzas por litro, impactando diretamente os trabalhadores e camadas mais vulneráveis da população.
Ao longo de três dias, episódios de bloqueios de estradas, saques e vandalismo foram registados em Luanda, inclusive em zonas periféricas, com confrontos entre manifestantes e forças policiais. Segundo relato oficial, até hoje o número de mortos nas manifestações subiu para 22, com 197 feridos, 1.214 detenções, 66 lojas vandalizadas e 25 veículos destruídos ou saqueados.
As autoridades indicaram que indivíduos aproveitadores confundiram-se com os manifestantes para promover caos e pilhagens, o que resultou em avaria em mais de 20 autocarros apenas na cidade de Luanda, afetando diretamente as frotas da Macon e Huambo Express.






