Governo de Angola Lança Projeto PROÁGUA para Levar Água Potável a 9 Milhões de Pessoas

O Governo de Angola lançou nesta quinta-feira o projeto PROÁGUA, uma iniciativa de grande escala que promete beneficiar mais de 9 milhões de habitantes com acesso regular e seguro à água potável nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo.

Com foco na modernização do sistema de abastecimento de água, o PROÁGUA pretende reabilitar e ampliar infraestruturas de tratamento, distribuir novas condutas e instalar sistemas tecnológicos para monitoramento e gestão da rede. A iniciativa inclui também a perfuração de novos furos de captação, instalação de unidades de dessalinização e construção de fontenários públicos.

“A força deste projeto está na sua dimensão estrutural e no impacto direto que terá sobre a vida das populações”, disse Carlos Araújo, diretor do projeto pela Mitrelli. Segundo o responsável, o PROÁGUA representa uma colaboração estratégica entre governo e setor privado para oferecer soluções sustentáveis e eficazes no acesso à água.

Outro objetivo é reforçar a capacidade técnica da EPAL, com a instalação de contadores residenciais e inteligentes, digitalização do atendimento ao cliente, formação de quadros e modernização das lojas comerciais da empresa. A mudança inclui ainda a migração da base de dados para o sistema SAP, o que deve melhorar o controlo e a eficiência da gestão comercial.

De acordo com João Germano e Silva, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Mitrelli, o projeto combina conhecimento técnico com compromisso social. “A nossa experiência será colocada ao serviço do PROÁGUA, para garantir que cada investimento tenha um impacto real nas comunidades.”

Com sede na Suíça e atuação consolidada em países africanos, a Mitrelli já entregou mais de 100 projetos sustentáveis em setores como saúde, educação, habitação e recursos hídricos. O PROÁGUA, segundo a empresa, está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, especialmente no que se refere ao acesso universal à água potável.

A expectativa é de que, uma vez implementado, o projeto traga melhorias significativas à saúde pública, reduza perdas de água tratada e promova maior eficiência no uso dos recursos hídricos em zonas urbanas e periurbanas.

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