Huambo: Centro de Valorização de Resíduos de Catenguenhã será concluído em 14 meses

As obras de conclusão e apetrechamento do Centro de Valorização e Tratamento de Resíduos de Catenguenhã, na província do Huambo, arrancaram com um prazo de execução de 14 meses e um investimento estimado em 52,9 milhões de dólares.

A empreitada, promovida pelo Ministério do Ambiente e executada pelo Grupo OMATAPALO, prevê a transformação do actual aterro sanitário de Catenguenhã num centro moderno de tratamento e valorização de resíduos, destinado a servir os municípios do Huambo, Caála, Ecunha e Cuíma.

Implantada numa área de 100 hectares, a infra-estrutura terá uma vida útil projectada de 20 anos. Numa primeira fase, deverá responder às necessidades de uma população estimada em 1,48 milhões de habitantes, podendo atingir uma cobertura de cerca de 2,3 milhões de pessoas ao longo do período de exploração.

De acordo com o projecto, os primeiros dez meses da empreitada serão dedicados à conclusão do aterro sanitário e à entrada em funcionamento das infra-estruturas essenciais para a deposição controlada dos resíduos. A etapa seguinte será destinada à transição para o Centro de Valorização e Tratamento de Resíduos.

O complexo contará com um aterro sanitário composto por seis alvéolos certificados, uma unidade de separação e triagem de resíduos e instalações para compostagem. Estão igualmente previstas estruturas destinadas ao tratamento de resíduos hospitalares e perigosos, resíduos industriais, materiais provenientes da construção e demolição, além de uma unidade de tratamento de lixiviados.

A cerimónia de lançamento da empreitada contou com a presença da ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho Pereira, do governador da província do Huambo, Pereira Alfredo, além de autoridades locais e outros convidados.

Segundo os promotores, a entrada em funcionamento do centro deverá contribuir para reduzir a deposição de resíduos em lixeiras a céu aberto, proteger os solos e os recursos hídricos e melhorar as condições de saúde pública. O projecto prevê ainda estimular a reciclagem, a valorização de materiais e a criação de actividades económicas ligadas à economia circular.

O director executivo do Grupo OMATAPALO, Manuel Mamboza, considera que a infra-estrutura terá impacto directo na saúde pública, na protecção ambiental e na qualidade de vida das comunidades, além de poder criar novas oportunidades económicas relacionadas com a gestão e valorização de resíduos.

Com a conclusão do projecto, as autoridades esperam reforçar a capacidade de gestão de resíduos sólidos na província do Huambo e criar condições para uma utilização mais eficiente dos recursos, com maior participação da reciclagem e da economia circular.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *