A Presidente da Assembleia Nacional, Carolina Cerqueira, defendeu nesta quarta-feira o reforço da cooperação entre os Estados-membros da SADC, a partilha de boas práticas e a harmonização de estratégias que coloquem a saúde e a dignidade das mulheres no centro das políticas públicas.
Ao intervir na abertura do Workshop sobre Planeamento Familiar e o Impacto das Alterações Climáticas na Saúde Sexual e Reprodutiva, que decorre na Assembleia Nacional, a líder parlamentar destacou que a proteção das gerações jovens passa por garantir-lhes acesso à educação, à informação e aos serviços de saúde abrangentes, de modo a que possam crescer com segurança, confiança e esperança.
“O caminho para proteger a saúde sexual e reprodutiva em Angola passa por uma visão integrada, em que políticas climáticas, saúde pública, proteção social e direitos humanos se reforçam mutuamente”, afirmou Carolina Cerqueira.
A Presidente da Assembleia Nacional alertou que os efeitos das alterações climáticas têm impacto direto na saúde e no bem-estar das mulheres e raparigas, sobretudo nas comunidades mais vulneráveis. Segundo sublinhou, cada seca, inundação ou deslocação forçada representa não apenas perdas materiais, mas também riscos acrescidos para a saúde materna e o acesso aos serviços reprodutivos.
Carolina Cerqueira considerou que empoderar as mulheres e garantir-lhes acesso à educação e à saúde reprodutiva é uma das formas mais eficazes de reduzir vulnerabilidades e promover sociedades mais resilientes. Para a líder parlamentar, investir no planeamento familiar é investir no futuro do país.
“Um país que investe na planificação familiar e na saúde das suas mulheres investe no futuro das suas populações, na estabilidade das suas economias e na harmonia social”, referiu.
A Presidente da Assembleia Nacional recordou que Angola enfrenta ainda desafios no domínio da saúde sexual e reprodutiva, nomeadamente a elevada taxa de fecundidade, estimada em 4,8 filhos por mulher, e defendeu a integração das políticas demográficas, ambientais e de género como prioridade regional.
Durante a sua intervenção, destacou também o compromisso de Angola com os principais instrumentos internacionais sobre alterações climáticas, salientando que a estratégia nacional está consagrada no Decreto Presidencial n.º 216/22, que define as linhas de mitigação e adaptação, com foco na transição para uma economia de baixo carbono.
Carolina Cerqueira encerrou o seu discurso apelando à solidariedade regional e à ação coordenada entre os países africanos para garantir um futuro de paz, justiça climática, igualdade de género e prosperidade partilhada.
“A luta contra as mudanças climáticas e pela igualdade de género não são batalhas separadas. São causas que se entrelaçam e que exigem de nós visão, coragem e compromisso político”, concluiu.
O evento, promovido pelo Fórum Parlamentar da SADC, reuniu deputados, representantes do Executivo, corpo diplomático, organizações da sociedade civil e parceiros internacionais, com o objetivo de debater os impactos das alterações climáticas na saúde e nos direitos reprodutivos das mulheres.






